Caminhoneiros irão parar o Brasil novamente: categoria se organiza para mega paralisação com suporte jurídico e pautas como aposentadoria, leis e anistia a Bolsonaro.
Portal Araras de Noticias 3 de dezembro de 2025 0 COMMENTS
Mobilização nacional de caminhoneiros gera expectativa sobre impactos, reúne pautas trabalhistas e inclui apoio jurídico e reivindicações por anistia, ampliando o alcance político e setorial da paralisação anunciada.
Lideranças de caminhoneiros articulam uma paralisação nacional marcada para esta quinta-feira (04), com o objetivo declarado de “parar o Brasil” mais uma vez.
O movimento, encabeçado pelo representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, conta com o apoio jurídico do desembargador aposentado Sebastião Coelho e reúne pautas ligadas às condições de trabalho da categoria, como aposentadoria especial e mudanças na legislação do setor, além da defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na sede da Polícia Federal (PF).
Protocolo oficial e início da mobilização
Nesta terça-feira (02), Chicão esteve na Presidência da República para protocolar um documento sobre a paralisação geral da categoria, prevista para começar na quinta-feira (04)
Ele foi acompanhado por Sebastião Coelho, que aparece ao seu lado em vídeo divulgado nas redes sociais.
Segundo Chicão, o projeto que embasa o movimento foi elaborado “a várias mãos”, com contribuição de diferentes representantes de caminhoneiros.
Em declarações públicas, ele afirma que o grupo é formado por “caminhoneiros, guerreiros, lutadores”, ressaltando que a iniciativa parte da própria categoria de transporte de cargas.
Ao comentar o protocolo, o líder diz que a intenção é comunicar formalmente o governo federal sobre a mobilização e registrar a data de início da paralisação.
A paralisação é apresentada pelos organizadores como de alcance nacional, com possibilidade de adesão em estados e segmentos distintos do transporte rodoviário.
Legalidade e suporte jurídico à paralisação
Em vídeo, Chicão nega que a paralisação tenha cunho político-partidário e afirma que o movimento deve respeitar a legislação.
Ele pede que os caminhoneiros observem o “respeito às leis” e orienta que o direito de ir e vir da população seja preservado.
“Não podemos impedir o direito de ir e vir das pessoas, temos que respeitar toda a legislação que é imposta à categoria no sentido de permitir o livre trânsito das pessoas”, declarou.
A presença de Sebastião Coelho tem o objetivo de oferecer respaldo jurídico às ações dos caminhoneiros.
O desembargador aposentado, que esteve ao lado de Chicão no momento do protocolo, afirmou que está “para dar apoio jurídico ao movimento” e que pretende acompanhar os desdobramentos da paralisação.


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